Receitas

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Desde que comecei a fazer amigurumi eu crio as minhas receitas, mas até 2018 crochetava de um jeito diferente e as receitas que fazia não se adaptavam para quem fazia o amigurumi tradicional (99%).

Até que um dia percebi que crochetando como os 99% eu conseguiria fazer receitas que atingissem um público maior. Hoje faço receitas para usar em aula, já criei muitas que surgiram como um pedido personalizado, e depois formato como um passo a passo e comercializo na loja virtual da Koki (www.elo7.com.br/koki). Além disso, desde o início de 2019 crio receitas para a Círculo, a maior fabricante de linhas do Brasil e a primeira a criar uma linha específica para amigurumi.

Como a experiência com receitas está dando certo, estou começando a traduzir a receitas que fazem mais sucesso, como o Sackboy (primeira receita que fiz para vender) e já abri a loja no Etsy (www.etsy.com/shop/kokiamigurumi). Ela é ainda um bebê, mas aos poucos envio as receitas para a tradutora e disponibilizo na loja do Etsy.

Assim, tenho 3 opções de receitas:

GRÁTIS – são receitas mais simples e que estão publicadas aqui no site. Veja quais receitas estão disponíveis aqui.

PAGAS EM PORTUGUÊS – receitas mais elaboradas que estão à venda na loja virtual www.elo7.com.br/koki.

PAGAS EM INGLÊS – algumas receitas são traduzidas para o inglês e vendidas na loja do Etsy www.etsy.com/shop/kokiamigurumi.

Uma coisa que me preocupa muito é a pirataria de receitas na internet. Os arquivos em PDF de receitas nacionais e internacionais são compartilhados livremente em grupos de Facebook e Whatsapp, em total desrespeito aos criadores das receitas. É um trabalho como qualquer outro confeccionar uma receita. E algo complexo: é preciso pesquisa, desenhar, escolher cores, fazer e desfazer mil vezes até acertar. Depois tem que fotografar, tratar imagens, formatar receita, testá-la para só ao final colocá-la à venda na loja.

O que as pessoas que compartilham indevidamente têm que entender é que ao comprar uma receita não está comprando a propriedade dela, mas uma cessão de uso, com limites definidos pelo criador. No meu caso (e de muitos criadores) proíbo o compartilhamento por qualquer meio (físico e digital) e de qualquer forma (doação ou venda). Também não permito a alteração de qualquer parte da receita e venda como se fosse uma nova receita. Permito a venda do produto pronto e peço que sempre dê os créditos para Koki para Raquel Medeiros.

Já ouvi muito “mas eu recebi de graça, por isso repasso”. Ok, se você recebe um carro de presente sem os documentos é receptação, ou seja, também um crime. Então, tem a mesma culpa quem compartilha e quem recebe, até porque ninguém recebe do nada uma receita, sempre pede. Fica a reflexão.